A Copa do Mundo sempre foi apresentada como um torneio entre nações. Em 2026, porém, mais de 300 jogadores nasceram em países diferentes daqueles que representam. A partir dos casos de Marrocos e Cabo Verde, este ensaio discute como migração, colonialismo e globalização transformaram as formas de pertencimento e desafiaram as concepções tradicionais de identidade nacional.
O afrofuturismo costuma ser associado a filmes como Pantera Negra ou a obras de ficção científica protagonizadas por pessoas negras. No entanto, seu alcance vai muito além da estética. Ao questionar quem tem o direito de imaginar o futuro, o movimento conecta memória, tecnologia, identidade e política para desafiar narrativas tradicionais sobre progresso e desenvolvimento.
O Pix nasceu para facilitar transferências bancárias, mas acabou se transformando em um dos casos mais interessantes de infraestrutura digital pública do mundo. O debate recente envolvendo Estados Unidos, big techs e governo brasileiro revela que a discussão vai muito além dos pagamentos.
Muito antes das redes sociais e do streaming, a Copa do Mundo já ajudava milhões de pessoas a viver a sensação de assistir ao planeta em tempo real. Do rádio à televisão, dos satélites aos algoritmos, o torneio participou diretamente da transformação da mídia global contemporânea.
Da estética dos coworkings aos apartamentos do Airbnb, as cidades contemporâneas parecem cada vez mais parecidas entre si. O texto analisa como arquitetura, plataformas digitais e lógica de consumo estão transformando espaços urbanos em ambientes neutros, transitórios e visualmente padronizados.
Entre Rivaldo, Ronaldo, Romário e Neymar, o futebol brasileiro parece repetir os mesmos ciclos emocionais há décadas. Um ensaio sobre memória, ansiedade, salvadores nacionais e a dificuldade do Brasil em esperar seus próprios craques.
A história da criminalização da capoeira revela como a Primeira República associou corpos negros, pobreza e ocupação das ruas à ideia de perigo social no Brasil pós-abolição.
Alguns romances distópicos deixaram de parecer apenas ficção. Neste ensaio, o Conversa Fora explora como obras como 1984, Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451 ajudam a interpretar o presente.
Com a aproximação das eleições de 2026, as pesquisas eleitorais voltam ao centro do debate público brasileiro. Mas até que ponto esses levantamentos apenas medem a opinião pública ou ajudam a construir a própria percepção política da sociedade? O texto explica como funcionam amostras, margens de erro e metodologias dos institutos, além de discutir o impacto das pesquisas sobre comportamento eleitoral, voto útil, mídia e sensação de maioria.
Existe algo profundamente contraditório na forma como a sociedade trata a maternidade. Durante um dia do ano, mães ocupam o centro do discurso público. Comerciais emocionados aparecem na televisão, mensagens…
