Em julho de 2026, cerca de 60 mil pessoas tentaram entrar em Ceuta, um pequeno território espanhol localizado no norte da África. Mas por que existe uma cidade europeia em solo africano? E como uma disputa envolvendo o Saara Ocidental ajudou a transformar essa região em um dos pontos mais sensíveis da política internacional?
A história da privacidade, do Panóptico ao capitalismo de vigilância e por que a LGPD se tornou um dos direitos fundamentais do século XXI.
Os Estados Unidos celebram 250 anos de sua Independência em meio a disputas sobre memória, escravidão, pais fundadores e identidade nacional. Entenda como a Revolução Americana continua influenciando o presente.
O afrofuturismo costuma ser associado a filmes como Pantera Negra ou a obras de ficção científica protagonizadas por pessoas negras. No entanto, seu alcance vai muito além da estética. Ao questionar quem tem o direito de imaginar o futuro, o movimento conecta memória, tecnologia, identidade e política para desafiar narrativas tradicionais sobre progresso e desenvolvimento.
Com a aproximação das eleições de 2026, as pesquisas eleitorais voltam ao centro do debate público brasileiro. Mas até que ponto esses levantamentos apenas medem a opinião pública ou ajudam a construir a própria percepção política da sociedade? O texto explica como funcionam amostras, margens de erro e metodologias dos institutos, além de discutir o impacto das pesquisas sobre comportamento eleitoral, voto útil, mídia e sensação de maioria.
Quarenta anos depois, Chernobyl permanece como chave para entender os limites da tecnologia e o controle político da informação.
O uso de dados na política vai além da análise do eleitor. Ele redefine como opiniões são formadas, fragmenta o debate público e desloca o poder para o controle da informação e da atenção.
Tiradentes não foi o principal nome da Inconfidência Mineira. Sua transformação em herói é resultado de um processo histórico ligado à construção da República. Este texto investiga como memória, política e cultura reorganizaram o passado para produzir um símbolo nacional.
O texto analisa a hipótese de que um eventual conflito entre Estados Unidos e Irã pode funcionar não como demonstração de força, mas como revelação dos limites estruturais do poder americano. A partir da comparação com a Crise de Suez, discute-se a dissociação entre capacidade militar e capacidade de produzir estabilidade política duradoura. O argumento central sustenta que guerras contemporâneas, em determinados contextos, deixam de ser instrumentos eficazes de organização internacional e passam a expor dificuldades de sustentação econômica, política e geopolítica. Assim, mais do que reafirmar hegemonia, um conflito desse tipo pode indicar transformações mais profundas no sistema internacional.
O Irã de 2026 não se sustenta pela fé, mas por uma engrenagem que une dinheiro, armas e controle econômico. Enquanto a população enfrenta colapso e repressão, a Guarda Revolucionária opera como a maior holding do país, lucrando com sanções e escassez. Com a sucessão de Khamenei no horizonte, o regime sobrevive — mas à beira de uma mutação perigosa.
