O afrofuturismo costuma ser associado a filmes como Pantera Negra ou a obras de ficção científica protagonizadas por pessoas negras. No entanto, seu alcance vai muito além da estética. Ao questionar quem tem o direito de imaginar o futuro, o movimento conecta memória, tecnologia, identidade e política para desafiar narrativas tradicionais sobre progresso e desenvolvimento.
Com a aproximação das eleições de 2026, as pesquisas eleitorais voltam ao centro do debate público brasileiro. Mas até que ponto esses levantamentos apenas medem a opinião pública ou ajudam a construir a própria percepção política da sociedade? O texto explica como funcionam amostras, margens de erro e metodologias dos institutos, além de discutir o impacto das pesquisas sobre comportamento eleitoral, voto útil, mídia e sensação de maioria.
Quarenta anos depois, Chernobyl permanece como chave para entender os limites da tecnologia e o controle político da informação.
O uso de dados na política vai além da análise do eleitor. Ele redefine como opiniões são formadas, fragmenta o debate público e desloca o poder para o controle da informação e da atenção.
Tiradentes não foi o principal nome da Inconfidência Mineira. Sua transformação em herói é resultado de um processo histórico ligado à construção da República. Este texto investiga como memória, política e cultura reorganizaram o passado para produzir um símbolo nacional.
O texto analisa a hipótese de que um eventual conflito entre Estados Unidos e Irã pode funcionar não como demonstração de força, mas como revelação dos limites estruturais do poder americano. A partir da comparação com a Crise de Suez, discute-se a dissociação entre capacidade militar e capacidade de produzir estabilidade política duradoura. O argumento central sustenta que guerras contemporâneas, em determinados contextos, deixam de ser instrumentos eficazes de organização internacional e passam a expor dificuldades de sustentação econômica, política e geopolítica. Assim, mais do que reafirmar hegemonia, um conflito desse tipo pode indicar transformações mais profundas no sistema internacional.
O Irã de 2026 não se sustenta pela fé, mas por uma engrenagem que une dinheiro, armas e controle econômico. Enquanto a população enfrenta colapso e repressão, a Guarda Revolucionária opera como a maior holding do país, lucrando com sanções e escassez. Com a sucessão de Khamenei no horizonte, o regime sobrevive — mas à beira de uma mutação perigosa.
Mais de 3.000 mortos, inflação fora de controle e um apagão digital sem precedentes. Entenda as forças que implodiram o pacto social em Teerã e por que 2026 é o ano do “tudo ou nada” para o regime teocrático.
Esqueça o passado. Em 2026, a nova obsessão de Trump é o Canal do Panamá. Entenda como a crise hídrica e a sombra da China criaram o pretexto perfeito para uma manobra de pinça que ameaça redesenhar o mapa das Américas. Leia agora no Conversa Fora.
No início de 2026, a diplomacia do grito ganha um novo capítulo nos trópicos. Enquanto o mundo digere a investida americana sobre a Groenlândia, Washington prepara o terreno para retomar o controle do Canal do Panamá. Entre crises hídricas e a sombra da infraestrutura chinesa, este texto disseca a manobra de Donald Trump para expulsar Pequim e garantir que os EUA voltem a ser os únicos porteiros das Américas.
