O texto analisa a monogamia não apenas como uma escolha afetiva, mas como um regime que se articula profundamente com a lógica capitalista. A partir de Descolonização dos Afetos, de Geni Núñez, o ensaio mostra como o amor monogâmico contemporâneo incorpora ideias de propriedade, investimento e gestão emocional
Este ensaio investiga o momento em que a eficiência deixa de ser ferramenta no futebol e passa a operar como ideologia. A partir de exemplos concretos, o texto questiona como dados, métricas e lógicas de curto prazo reorganizam o jogo, o risco e a experiência esportiva
Este ensaio analisa como espaços urbanos informais — como ruas, quadras, bares e espaços religiosos — produzem aprendizagens fundamentais fora da escola. Ao observar práticas cotidianas, usos do espaço e formas de convivência, o texto mostra como a cidade educa corpos, relações e experiências políticas sem se apresentar como pedagógica.
Como a profissionalização, os dados e a eficiência transformaram o futebol em campo de disputa entre paixão, gestão e mercado.
A captura de Nicolás Maduro não deve ser lida apenas como um episódio geopolítico isolado. Ela revela uma transformação mais profunda: quando exceções jurídicas deixam de ser respostas extraordinárias e passam a funcionar como método recorrente de ação política externa.
O Show de Truman expõe como o controle pode se disfarçar de cuidado e como a vigilância se sustenta pelo consumo coletivo da intimidade. Um filme que nos ensina a desconfiar da proteção excessiva e do conforto vigiado.
O texto analisa como a política da urgência e a exceção permanente corroem a deliberação democrática. Quando decisões priorizam ação imediata, conflitos e divergências perdem legitimidade, e regras passam a ser vistas como entraves. A democracia permanece formalmente intacta, mas perde densidade institucional e participação efetiva.
Por que regras que deveriam proteger a democracia passaram a ser vistas como entraves? O texto analisa como a retórica da eficiência, o ressentimento institucional e o discurso populista transformam instituições em inimigas do próprio jogo democrático.
Em tempos de crise, sociedades tendem a apostar em líderes fortes. Este ensaio mostra por que democracias não sobrevivem por virtudes individuais, mas por instituições sólidas, regras compartilhadas e limites ao poder.
Um ensaio sobre como o afeto atravessa as trajetórias profissionais, revelando tensões entre amor pelo trabalho, cansaço, identidade e sobrevivência no capitalismo contemporâneo.
