A identidade não se constrói como algo estável, mas como um percurso atravessado por mudanças, perdas e reinvenções. Este ensaio reflete sobre o eu em movimento, o corpo como arquivo da experiência e a narrativa como forma de atravessar transformações pessoais e sociais.
O texto analisa como o consumo sempre esteve ligado a disputas políticas e mostra como grupos à direita passaram a usar boicotes e campanhas simbólicas contra marcas como forma de ação política. A partir dos casos Bis e Havaianas, o artigo discute o mercado como espaço de poder, identidade e conflito, afastando a ideia de neutralidade do consumo.
O texto analisa New Orleans como cidade-chave na formação do jazz, abordando o papel da escravidão, da segregação urbana, da vida noturna e do improviso como práticas sociais. A música é tratada como documento histórico e expressão das condições urbanas que moldaram a experiência negra na cidade.
Este texto observa como, em diferentes cidades do mundo, a noite se tornou um tempo possível para encontros, experimentações e cenas culturais que não cabem no ritmo diurno. Sem idealizar nem generalizar, o ensaio celebra a pluralidade da cultura noturna como camada viva da experiência urbana.
A NBA se tornou mais do que uma liga esportiva: virou linguagem cultural global. Entre espetáculo, identidade, política e mercado, o basquete revela como o esporte expressa as tensões do nosso tempo.
Prédios abandonados no Rio de Janeiro não são vazios, mas arquivos silenciosos de escolhas urbanas, ciclos interrompidos e memórias coletivas esquecidas. O texto percorre fachadas, ruas e tempos sobrepostos para mostrar como o esquecimento também molda a cidade. Um ensaio sobre permanência, espaço e aquilo que insiste mesmo quando o olhar urbano se desvia.
A Wikipédia completa 25 anos como exemplo de conhecimento colaborativo e descentralizado. A plataforma transforma aprendizado em prática social, fortalece cidadania digital e promove diversidade de vozes, mostrando que informação cresce quando é compartilhada e construída coletivamente.
Ler Helena apenas como romance psicológico é reduzir Machado. O livro revela a análise sutil da sociedade imperial brasileira, expondo poder, dominação e desigualdades, e mostra como Helena questiona o tempo, a riqueza e a escravidão a partir de uma perspectiva crítica e histórica.
O Arsenal se consolida como um espaço onde futebol e cultura negra se cruzam, articulando identidade, pertencimento e produção cultural nas margens da cidade de Londres.
O texto analisa Necropolítica, de Achille Mbembe, como uma das principais chaves para compreender o exercício contemporâneo do poder por meio da produção sistemática da morte. A partir do diálogo com a biopolítica de Foucault e dos estudos decoloniais, o artigo discute como racismo, soberania e violência estatal estruturam regimes políticos em contextos de normalidade democrática, com destaque para a realidade brasileira.
