A captura de Nicolás Maduro não deve ser lida apenas como um episódio geopolítico isolado. Ela revela uma transformação mais profunda: quando exceções jurídicas deixam de ser respostas extraordinárias e passam a funcionar como método recorrente de ação política externa.
O Show de Truman expõe como o controle pode se disfarçar de cuidado e como a vigilância se sustenta pelo consumo coletivo da intimidade. Um filme que nos ensina a desconfiar da proteção excessiva e do conforto vigiado.
O texto analisa como a política da urgência e a exceção permanente corroem a deliberação democrática. Quando decisões priorizam ação imediata, conflitos e divergências perdem legitimidade, e regras passam a ser vistas como entraves. A democracia permanece formalmente intacta, mas perde densidade institucional e participação efetiva.
Por que regras que deveriam proteger a democracia passaram a ser vistas como entraves? O texto analisa como a retórica da eficiência, o ressentimento institucional e o discurso populista transformam instituições em inimigas do próprio jogo democrático.
Em tempos de crise, sociedades tendem a apostar em líderes fortes. Este ensaio mostra por que democracias não sobrevivem por virtudes individuais, mas por instituições sólidas, regras compartilhadas e limites ao poder.
Um ensaio sobre como o afeto atravessa as trajetórias profissionais, revelando tensões entre amor pelo trabalho, cansaço, identidade e sobrevivência no capitalismo contemporâneo.
Este ensaio propõe o afeto como método de compreensão do mundo, explorando como emoções atravessam corpo, escolhas e relações de poder, produzindo conhecimento, ética e responsabilidade.
Na Parte 2 da análise de A Origem, discutimos memória, identidade, tempo e o poder das ideias, entendendo o cinema como um sonho compartilhado.
Nesta análise de A Origem, exploramos como o filme de Christopher Nolan transforma o sonho em problema filosófico e coloca a realidade sob suspeita.
Mudanças inesperadas e rupturas profundas deslocam nossa identidade e desafiam o sentimento de pertencimento. Este texto reflete sobre o não caber, a perda e o intervalo entre quem fomos e quem ainda estamos nos tornando.
