André Sampaio é historiador e mestre em Tecnologias Educacionais. Pesquisa como as ideias circulam, mudam de sentido e organizam a forma como a gente entende o mundo, o tempo e a si mesmo. No Conversa Fora, misturamos curiosidade, escuta e uma boa dose de ironia pra transformar referências culturais em papo bom, desses que a gente começa sem saber onde vai parar (e ainda bem).

Necropolítica, de Achille Mbembe

O texto analisa Necropolítica, de Achille Mbembe, como uma das principais chaves para compreender o exercício contemporâneo do poder por meio da produção sistemática da morte. A partir do diálogo com a biopolítica de Foucault e dos estudos decoloniais, o artigo discute como racismo, soberania e violência estatal estruturam regimes políticos em contextos de normalidade democrática, com destaque para a realidade brasileira.

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Ninguém nasce sabendo torcer: como o esporte nos ensina a sentir

O texto discute o esporte como um espaço de aprendizado da frustração, onde a derrota é pública e inevitável, mas nunca neutra. Nele, formam-se pedagogias implícitas que ensinam diferentes modos de lidar com o fracasso. A partir de Norbert Elias e Eric Dunning, o esporte aparece como um campo de controle e canalização das emoções — embora nem sempre esse aprendizado sobre “como perder” aconteça de forma saudável.

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O que é uma paisagem quando ninguém está olhando?

Este artigo apresenta o conceito de paisagem a partir da Geografia Francesa, especialmente da obra de Paul Vidal de la Blache, entendendo o espaço não como cenário, mas como experiência vivida. A sessão Paisagens, do Conversa Fora, propõe leituras sobre cidades, deslocamentos e territórios cotidianos como formas de organização da vida social, do afeto e do tempo.

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Amor idealizado e solidão: quando a perfeição vira prisão

O texto discute como o amor idealizado, marcado por projeções e expectativas de perfeição, pode se transformar em prisão emocional e gerar solidão. A partir da psicanálise (Lacan, Winnicott, Bleichmar), da filosofia (Beauvoir, Bell Hooks) e do cinema (Cisne Negro), mostra-se que amar sem reconhecer a alteridade sufoca o sujeito. O amor verdadeiro exige aceitar imperfeições, limites e a diferença do outro, rompendo com a lógica de controle e projeção que tantas vezes domina as relações.

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