Este ensaio analisa como espaços urbanos informais — como ruas, quadras, bares e espaços religiosos — produzem aprendizagens fundamentais fora da escola. Ao observar práticas cotidianas, usos do espaço e formas de convivência, o texto mostra como a cidade educa corpos, relações e experiências políticas sem se apresentar como pedagógica.
O texto analisa New Orleans como cidade-chave na formação do jazz, abordando o papel da escravidão, da segregação urbana, da vida noturna e do improviso como práticas sociais. A música é tratada como documento histórico e expressão das condições urbanas que moldaram a experiência negra na cidade.
Este texto observa como, em diferentes cidades do mundo, a noite se tornou um tempo possível para encontros, experimentações e cenas culturais que não cabem no ritmo diurno. Sem idealizar nem generalizar, o ensaio celebra a pluralidade da cultura noturna como camada viva da experiência urbana.
Prédios abandonados no Rio de Janeiro não são vazios, mas arquivos silenciosos de escolhas urbanas, ciclos interrompidos e memórias coletivas esquecidas. O texto percorre fachadas, ruas e tempos sobrepostos para mostrar como o esquecimento também molda a cidade. Um ensaio sobre permanência, espaço e aquilo que insiste mesmo quando o olhar urbano se desvia.
Este artigo apresenta o conceito de paisagem a partir da Geografia Francesa, especialmente da obra de Paul Vidal de la Blache, entendendo o espaço não como cenário, mas como experiência vivida. A sessão Paisagens, do Conversa Fora, propõe leituras sobre cidades, deslocamentos e territórios cotidianos como formas de organização da vida social, do afeto e do tempo.
