O texto analisa New Orleans como cidade-chave na formação do jazz, abordando o papel da escravidão, da segregação urbana, da vida noturna e do improviso como práticas sociais. A música é tratada como documento histórico e expressão das condições urbanas que moldaram a experiência negra na cidade.
Ler Helena apenas como romance psicológico é reduzir Machado. O livro revela a análise sutil da sociedade imperial brasileira, expondo poder, dominação e desigualdades, e mostra como Helena questiona o tempo, a riqueza e a escravidão a partir de uma perspectiva crítica e histórica.
