Um ensaio sobre como o afeto atravessa as trajetórias profissionais, revelando tensões entre amor pelo trabalho, cansaço, identidade e sobrevivência no capitalismo contemporâneo.
Mudanças inesperadas e rupturas profundas deslocam nossa identidade e desafiam o sentimento de pertencimento. Este texto reflete sobre o não caber, a perda e o intervalo entre quem fomos e quem ainda estamos nos tornando.
O texto discute como o amor idealizado, marcado por projeções e expectativas de perfeição, pode se transformar em prisão emocional e gerar solidão. A partir da psicanálise (Lacan, Winnicott, Bleichmar), da filosofia (Beauvoir, Bell Hooks) e do cinema (Cisne Negro), mostra-se que amar sem reconhecer a alteridade sufoca o sujeito. O amor verdadeiro exige aceitar imperfeições, limites e a diferença do outro, rompendo com a lógica de controle e projeção que tantas vezes domina as relações.
