O texto analisa a monogamia não apenas como uma escolha afetiva, mas como um regime que se articula profundamente com a lógica capitalista. A partir de Descolonização dos Afetos, de Geni Núñez, o ensaio mostra como o amor monogâmico contemporâneo incorpora ideias de propriedade, investimento e gestão emocional
O texto discute como o amor idealizado, marcado por projeções e expectativas de perfeição, pode se transformar em prisão emocional e gerar solidão. A partir da psicanálise (Lacan, Winnicott, Bleichmar), da filosofia (Beauvoir, Bell Hooks) e do cinema (Cisne Negro), mostra-se que amar sem reconhecer a alteridade sufoca o sujeito. O amor verdadeiro exige aceitar imperfeições, limites e a diferença do outro, rompendo com a lógica de controle e projeção que tantas vezes domina as relações.
