Muito além do julgamento dos líderes nazistas, Nuremberg deixou uma pergunta que ainda desafia a História: como pessoas comuns participam de grandes atrocidades?
O texto analisa Necropolítica, de Achille Mbembe, como uma das principais chaves para compreender o exercício contemporâneo do poder por meio da produção sistemática da morte. A partir do diálogo com a biopolítica de Foucault e dos estudos decoloniais, o artigo discute como racismo, soberania e violência estatal estruturam regimes políticos em contextos de normalidade democrática, com destaque para a realidade brasileira.
