A pergunta que Nuremberg deixou para o mundo

A pergunta que Nuremberg deixou para o mundo

Quando uma cidade muda de significado

Há cidades que carregam a memória de uma batalha. Outras se tornam símbolos de uma ideia. Nuremberg pertence a uma categoria ainda mais rara. Seu nome passou a representar dois projetos políticos absolutamente incompatíveis.

Na década de 1930, a cidade foi transformada pelo Terceiro Reich no grande palco de sua liturgia. Ali, diante de centenas de milhares de pessoas, Adolf Hitler não apenas discursava. Encenava uma concepção de poder. A arquitetura monumental de Albert Speer, a coreografia rigorosa das multidões e a estética cuidadosamente registrada por Leni Riefenstahl em O Triunfo da Vontade produziam uma imagem de unidade nacional que dispensava qualquer espaço para o dissenso. Poucos meses depois de um desses congressos, em 1935, as Leis de Nuremberg converteram o antissemitismo em política de Estado. Antes que os judeus fossem perseguidos, deportados ou assassinados, deixaram de existir como cidadãos plenos perante a lei.

Dez anos mais tarde, a mesma cidade seria escolhida para sediar o Tribunal Militar Internacional.

Havia razões práticas pela escolha da cidade. O Palácio da Justiça permanecera preservado e possuía uma prisão anexa capaz de receber os principais dirigentes nazistas. Mas seria um equívoco reduzir essa decisão à logística. Os Aliados compreenderam que certos lugares também produzem narrativas. Julgar o nazismo em Nuremberg significava desmontar sua legitimidade no mesmo espaço em que ela havia sido cuidadosamente construída.

O filme Nuremberg recupera essa inversão simbólica com precisão. No entanto, seu mérito ultrapassa a reconstrução histórica. Ao acompanhar o julgamento dos principais dirigentes do Terceiro Reich, a obra recoloca uma pergunta que atravessou toda a segunda metade do século XX e permanece sem resposta definitiva.

O que transforma pessoas comuns em participantes de crimes extraordinários?

Essa pergunta não pertence apenas ao direito. Ela redefiniu a agenda intelectual de historiadores, filósofos, psicólogos e sociólogos. Mais do que um tribunal, Nuremberg inaugurou um problema.

O tribunal julgava homens. O século XX procurava explicações

Os Julgamentos de Nuremberg produziram uma inovação decisiva para o direito internacional. Pela primeira vez, dirigentes de um Estado foram responsabilizados por crimes contra a humanidade, estabelecendo o princípio de que determinadas ações ultrapassam a soberania nacional e ofendem a própria condição humana. O tribunal precisava individualizar condutas, reunir provas, confrontar testemunhos e produzir sentenças. Sua função era responder à pergunta que estrutura qualquer processo judicial: quem é culpado?

Mas havia uma pergunta que o direito, sozinho, não conseguiria responder.

Condenar Hermann Göring, Joachim von Ribbentrop ou Wilhelm Keitel esclarecia responsabilidades individuais. Não explicava como uma sociedade que se reconhecia como uma das mais cultas da Europa havia colocado sua ciência, sua burocracia, seu sistema educacional e sua capacidade industrial a serviço do extermínio. O problema já não era apenas jurídico. Tornara-se histórico.

Durante muito tempo, predominou uma resposta tranquilizadora. Os crimes do Terceiro Reich seriam consequência da ação de indivíduos excepcionalmente perversos, figuras que ocupavam um lugar quase exterior à experiência humana comum. Essa interpretação estabelecia uma fronteira confortável entre o nazismo e o restante da sociedade. O mal estaria concentrado em alguns líderes fanáticos, enquanto a população aparecia como vítima da manipulação ou da coerção.

Nas décadas seguintes, diferentes campos do conhecimento começaram a tensionar essa interpretação. Historiadores, filósofos, sociólogos e psicólogos, cada qual a seu modo, demonstraram que o funcionamento do regime dependia de uma rede muito mais ampla de colaboração. Funcionários públicos, engenheiros, médicos, ferroviários, empresários, juristas, estatísticos, policiais e administradores participaram, em diferentes níveis, da construção cotidiana da máquina de perseguição. O Holocausto não foi executado apenas por seus idealizadores. Exigiu milhares de pessoas capazes de transformar decisões políticas em procedimentos administrativos.

Essa constatação deslocou o eixo da investigação.

O problema deixou de ser apenas compreender Hitler ou o círculo dirigente do nazismo. Passou a ser entender o comportamento daqueles que, sem ocupar o centro do poder, tornaram possível o funcionamento de um sistema genocida.

Foi nesse momento que diferentes campos do conhecimento começaram a percorrer caminhos próprios em busca da mesma resposta.

A psiquiatria procurou saber se aqueles homens eram mentalmente anormais.

A filosofia perguntou o que acontece quando a obediência substitui o julgamento moral.

A sociologia investigou como as instituições modernas diluem responsabilidades.

A psicologia passou a testar experimentalmente os limites da submissão à autoridade.

Cada disciplina formulou sua própria hipótese.

Todas, porém, estavam tentando responder à mesma pergunta deixada por Nuremberg.

A procura pelo monstro

Entre os profissionais convocados para acompanhar os réus de Nuremberg estava o psiquiatra americano Douglas M. Kelley. Sua missão parecia objetiva. Avaliar o estado mental dos principais dirigentes nazistas e responder a uma inquietação que atravessava a opinião pública desde o fim da guerra: homens capazes de planejar o Holocausto seriam, necessariamente, loucos?

A hipótese fazia sentido. Diante de uma violência sem precedentes, parecia natural imaginar que seus responsáveis apresentassem algum tipo de patologia igualmente excepcional. Se o crime era extraordinário, também deveria ser extraordinária a mente de quem o concebera.

Porém, as entrevistas conduzidas por Kelley produziram um resultado inesperado.

Hermann Göring, um dos homens mais poderosos do Terceiro Reich, demonstrava elevada capacidade intelectual, domínio da linguagem e impressionante habilidade política. Outros réus também não correspondiam ao retrato clínico de indivíduos incapazes de distinguir realidade e fantasia. Eram homens conscientes do que haviam feito, capazes de organizar argumentos sofisticados em defesa de suas escolhas e plenamente aptos a compreender a natureza dos processos que enfrentavam.

Isso não diminuía em nada a gravidade de seus crimes, mas desmontava uma hipótese importante.

A psiquiatria não encontrava, na mente daqueles homens, uma explicação suficiente para Auschwitz.

Se os principais dirigentes nazistas não podiam ser compreendidos apenas como indivíduos mentalmente desequilibrados, então a origem do problema precisava ser buscada em outro lugar. A violência do regime não parecia decorrer de uma anomalia psicológica isolada, mas de mecanismos políticos, institucionais e sociais capazes de mobilizar pessoas intelectualmente comuns, profissionais competentes e burocratas eficientes.

Essa mudança de perspectiva teria consequências profundas. Ela deslocava o debate da personalidade dos líderes para o funcionamento das estruturas que tornavam seus projetos executáveis.

Anos mais tarde, Hannah Arendt daria um passo decisivo nessa direção.

Ao acompanhar o julgamento de Adolf Eichmann, ela deixaria de perguntar quem eram aqueles homens e passaria a perguntar em A Banalidade do Mal:

O que acontece quando alguém deixa de pensar sobre aquilo que faz?

Hannah Arendt muda a pergunta

Em 1961, dezesseis anos depois do fim da guerra, Hannah Arendt desembarcou em Jerusalém para acompanhar o julgamento de Adolf Eichmann, antigo tenente-coronel da SS responsável pela coordenação logística das deportações de milhões de judeus para os campos de extermínio. As reportagens escritas durante o processo dariam origem a Eichmann em Jerusalém: Um Relato sobre a Banalidade do Mal, obra que se tornaria um dos textos mais influentes e controversos do século XX.

Ao contrário dos réus julgados em Nuremberg, Eichmann não ocupava o centro da liderança política do Terceiro Reich. Não era um formulador da ideologia nazista nem um estrategista militar. Era um administrador. Sua função consistia em organizar transportes, coordenar fluxos, cumprir metas e fazer com que uma engrenagem burocrática funcionasse com eficiência.

Foi justamente essa condição que despertou o interesse de Arendt.

Ao longo do julgamento, Eichmann insistia que jamais matara alguém com as próprias mãos. Apresentava-se como um funcionário zeloso, comprometido com a execução de ordens recebidas de instâncias superiores. Sua defesa apoiava-se menos na negação dos fatos do que na ideia de que sua responsabilidade terminava onde começava a cadeia de comando.

O aspecto mais perturbador, contudo, não estava em sua estratégia jurídica, mas na absoluta pobreza de seu pensamento.

Arendt não encontrou um homem dominado por impulsos homicidas, tampouco um fanático incapaz de distinguir o certo do errado. Encontrou alguém que havia substituído o exercício do julgamento moral pela repetição automática de fórmulas burocráticas. Eichmann falava por clichês. Pensava por regulamentos. Justificava suas decisões recorrendo constantemente ao dever, à disciplina e à legalidade vigente.

É nesse contexto que surge a expressão “banalidade do mal”, frequentemente reduzida a um slogan e, por isso mesmo, profundamente mal compreendida.

Arendt jamais afirmou que o Holocausto foi banal. O genocídio representava, para ela, uma ruptura sem precedentes na história da humanidade. O que lhe parecia banal era outra coisa: a figura de seu executor.

O mal extremo não exigia necessariamente indivíduos extraordinários. Bastava que pessoas comuns renunciassem à capacidade de julgar criticamente aquilo que faziam.

A ruptura proposta por Arendt é decisiva porque desloca o problema do campo da psicologia para o da ética. Depois de Eichmann, a pergunta já não era se os responsáveis pelo Holocausto eram loucos, inteligentes ou perversos. A questão passava a ser como uma sociedade pode produzir indivíduos que deixam de reconhecer a si mesmos como sujeitos morais.

Essa hipótese provocou reações intensas e permanece objeto de debate até hoje. No entanto, sua influência ultrapassou a filosofia. Historiadores, sociólogos e psicólogos encontrariam, por caminhos distintos, evidências de que o problema formulado por Arendt estava longe de se restringir ao julgamento de um único homem.

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Homens comuns

Se Hannah Arendt formulou uma hipótese filosófica, a historiografia tratou de verificar até onde ela podia ser sustentada pelas evidências.

Uma das respostas mais influentes surgiu em 1992, quando o historiador Christopher Browning publicou Homens Comuns. Em vez de investigar os grandes dirigentes do Terceiro Reich, Browning voltou sua atenção para um grupo que dificilmente ocuparia lugar de destaque na memória da guerra: o Batalhão de Polícia de Reserva 101.

A unidade era composta por cerca de quinhentos homens recrutados em Hamburgo. A maioria tinha entre trinta e quarenta anos, vinha da classe trabalhadora ou da pequena classe média e levava uma vida relativamente comum antes do conflito. Não eram integrantes da elite nazista. Tampouco haviam sido cuidadosamente selecionados por critérios raciais ou ideológicos. Eram comerciantes, motoristas, funcionários, operários e pequenos empregados convocados para o serviço policial em territórios ocupados da Polônia.

Foi esse grupo que recebeu a missão de executar milhares de judeus e participar das primeiras fases da chamada “Solução Final”.

O episódio mais conhecido ocorreu em julho de 1942, na pequena cidade de Józefów. Antes da operação, o comandante da unidade, major Wilhelm Trapp, reuniu seus homens e informou que a tarefa consistia em fuzilar a população judaica local. Em seguida, fez uma observação surpreendente. Aqueles que não se sentissem capazes de participar da execução poderiam se retirar sem sofrer punições.

Poucos o fizeram. A maior parte permaneceu.

Ao longo das horas seguintes, centenas de homens, mulheres, idosos e crianças foram assassinados a curta distância por pessoas que, até pouco tempo antes, levavam uma existência absolutamente banal.

Esse episódio ocupa posição central no argumento de Browning porque elimina uma das explicações mais recorrentes para a participação em crimes de massa: o medo da punição. Os integrantes do batalhão tiveram a possibilidade concreta de recusar aquela tarefa. Alguns recusaram. Nenhum foi executado, preso ou enviado para campos de concentração. Ainda assim, a esmagadora maioria permaneceu.

A pergunta torna-se inevitável: por quê?

Browning não oferece uma resposta única. Em vez disso, identifica um conjunto de fatores que se reforçam mutuamente: a pressão do grupo, o respeito à autoridade, o conformismo, a gradual adaptação à violência, a desumanização das vítimas e o desejo de não parecer fraco diante dos companheiros.

Sua conclusão desloca novamente o debate. O problema não reside apenas na ideologia nem exclusivamente na personalidade dos indivíduos. Em determinadas circunstâncias, estruturas sociais e institucionais podem levar pessoas comuns a praticar atos que, em condições ordinárias, pareceriam moralmente impensáveis.

Depois de Homens Comuns, a hipótese de Hannah Arendt deixava de ser apenas uma reflexão filosófica. A historiografia demonstrava que ela encontrava respaldo na experiência concreta de homens que não eram líderes do regime, mas que desempenharam um papel decisivo na execução de sua política de extermínio.

A máquina também mata

As interpretações de Hannah Arendt e Christopher Browning deslocaram o olhar para o indivíduo. Faltava, contudo, compreender a estrutura que tornava possíveis aquelas escolhas.

Nenhum historiador respondeu a essa questão com mais profundidade do que Raul Hilberg. Em A Destruição dos Judeus Europeus, resultado de mais de uma década de pesquisa documental, Hilberg demonstra que o Holocausto não foi apenas uma sucessão de massacres. Foi um processo administrativo.

Cada etapa da perseguição exigia o trabalho coordenado de repartições públicas, empresas privadas, cartórios, companhias ferroviárias, ministérios, forças policiais e autoridades locais. Identificar judeus, registrar bens, emitir documentos, organizar deportações, administrar guetos e contabilizar patrimônios confiscados eram tarefas distribuídas entre milhares de funcionários que, muitas vezes, jamais presenciaram uma execução.

A violência era fragmentada. A responsabilidade também.

Foi essa dimensão que o sociólogo Zygmunt Bauman aprofundou em Modernidade e Holocausto. Seu argumento rompe com uma interpretação bastante difundida segundo a qual Auschwitz representaria um colapso da civilização moderna. Para Bauman, ocorreu exatamente o contrário. O genocídio utilizou instrumentos característicos da própria modernidade: racionalização administrativa, divisão do trabalho, especialização técnica, planejamento logístico e obediência hierárquica.

Quanto mais compartimentado se tornava o processo, menor parecia a responsabilidade individual de cada participante. O funcionário preenchia formulários. O ferroviário organizava horários. O contador administrava recursos. O policial executava ordens. Cada um realizava apenas uma fração do trabalho, tornando mais difícil perceber a dimensão moral do resultado final.

Essa perspectiva amplia a hipótese de Arendt. O problema deixa de ser apenas a incapacidade individual de julgar. Passa a incluir instituições capazes de transformar escolhas éticas em rotinas administrativas. A burocracia não elimina a responsabilidade moral. Apenas cria as condições para que ela se torne menos visível.


Quando a psicologia encontrou Nuremberg

Enquanto historiadores investigavam documentos e filósofos discutiam responsabilidade moral, um psicólogo americano decidiu formular a mesma pergunta dentro de um laboratório.

Em 1961, Stanley Milgram iniciou, na Universidade Yale, uma série de experimentos destinados a compreender até onde pessoas comuns estariam dispostas a obedecer a uma autoridade. Os participantes acreditavam estar aplicando choques elétricos em outro indivíduo sempre que ele errava uma resposta. Na realidade, os choques eram simulados. A dor era representada por um ator.

O objetivo não era estudar a vítima. O experimento observava quem apertava os botões.

Os resultados surpreenderam a comunidade científica. Mesmo diante de gritos, pedidos para interromper o teste e aparentes sinais de sofrimento extremo, a maioria dos participantes continuava obedecendo às instruções do pesquisador responsável pelo experimento.

Milgram jamais afirmou que seus voluntários eram equivalentes aos criminosos nazistas. Essa comparação seria historicamente insustentável. Nesse caso, seu interesse era outro. Queria compreender um mecanismo psicológico mais amplo: o efeito da autoridade sobre o julgamento moral.

Quando a responsabilidade é percebida como pertencente a uma instância superior, muitos indivíduos passam a interpretar seus próprios atos apenas como o cumprimento de uma função.

As conclusões dialogavam diretamente com as reflexões produzidas após Nuremberg. Não porque reproduzissem a experiência histórica do nazismo, mas porque revelavam que a obediência constitui um fenômeno muito mais amplo do que um regime político específico. O problema não dizia respeito apenas à Alemanha de Hitler. Dizia respeito às condições em que seres humanos suspendem o próprio julgamento em nome de uma autoridade legitimada.


A pergunta que permanece

O filme Nuremberg reconstrói um dos momentos mais decisivos do século XX. Seria possível assisti-lo apenas como uma narrativa sobre o passado, acompanhando depoimentos, estratégias jurídicas e a condenação dos principais dirigentes do Terceiro Reich. Essa leitura, embora legítima, talvez seja a menos interessante.

O verdadeiro legado de Nuremberg não se limita à criação de uma nova jurisprudência internacional. Seu impacto mais duradouro foi intelectual. O tribunal condenou indivíduos. As décadas seguintes passaram a investigar as condições que tornaram aqueles indivíduos possíveis.

Douglas Kelley demonstrou que a loucura não bastava para explicar os líderes nazistas. Hannah Arendt deslocou o debate para a incapacidade de julgar moralmente os próprios atos. Christopher Browning revelou que homens comuns também podiam tornar-se executores. Raul Hilberg mostrou que o genocídio dependia de uma vasta engrenagem administrativa. Zygmunt Bauman evidenciou que essa engrenagem utilizava recursos típicos da modernidade. Stanley Milgram, por sua vez, identificou experimentalmente a força da obediência diante da autoridade.

Cada autor percorreu um caminho diferente, mas todos chegaram à mesma inquietação.

Nuremberg não deixou apenas um conjunto de sentenças. Deixou uma pergunta que continua atravessando o presente.

Como sociedades organizadas, instruídas e burocraticamente eficientes podem produzir pessoas capazes de participar de crimes extraordinários sem perceberem a si mesmas como criminosas?

Responder a essa questão significa reconhecer que a História não serve apenas para localizar culpados no passado. Sua função mais importante talvez seja outra. Tornar visíveis os mecanismos que continuam operando no presente sempre que a autoridade substitui a consciência, a rotina dissolve a responsabilidade e a eficiência passa a valer mais do que o julgamento moral.

É por isso que Nuremberg permanece atual. Não porque seus réus ainda nos digam respeito, mas porque sua pergunta continua dirigida a todos nós.

André Sampaio

André Sampaio é historiador e mestre em Tecnologias Educacionais. Pesquisa como as ideias circulam, mudam de sentido e organizam a forma como a gente entende o mundo, o tempo e a si mesmo. No Conversa Fora, misturamos curiosidade, escuta e uma boa dose de ironia pra transformar referências culturais em papo bom, desses que a gente começa sem saber onde vai parar (e ainda bem).

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