Muito além do julgamento dos líderes nazistas, Nuremberg deixou uma pergunta que ainda desafia a História: como pessoas comuns participam de grandes atrocidades?
Este ensaio investiga como a arquitetura dos aplicativos de relacionamento (Tinder, Bumble) transformou o encontro humano em um processo de gerenciamento de estoque. Ao analisar o conceito de “capitalismo emocional”, o texto discute como o gesto mecânico do swipe e a oferta infinita de opções educam nossa subjetividade para a obsolescência programada do outro. Uma reflexão necessária sobre a urgência de descolonizar nosso desejo, retomar o tempo do coração e resgatar a capacidade de sermos afetados pelo imprevisto.
