Encontrei A greve dos mendigos, de Aminata Sow Fall, quase por acaso. O que parecia apenas um romance curto transformou-se em uma reflexão profunda sobre pobreza, cidade, caridade e as relações invisíveis que sustentam a vida social.
Prédios abandonados no Rio de Janeiro não são vazios, mas arquivos silenciosos de escolhas urbanas, ciclos interrompidos e memórias coletivas esquecidas. O texto percorre fachadas, ruas e tempos sobrepostos para mostrar como o esquecimento também molda a cidade. Um ensaio sobre permanência, espaço e aquilo que insiste mesmo quando o olhar urbano se desvia.
