Todo ano, antes de qualquer outro país, é o Brasil quem abre os discursos da Assembleia Geral da ONU — um costume que começou como covardia alheia nos anos 1940 e hoje é um dos poucos privilégios diplomáticos que o país ainda guarda intactos. A origem remonta a Oswaldo Aranha, em 1947, e atravessou onze governos diferentes até o discurso de Lula nesta semana.
Em julho de 2026, cerca de 60 mil pessoas tentaram entrar em Ceuta, um pequeno território espanhol localizado no norte da África. Mas por que existe uma cidade europeia em solo africano? E como uma disputa envolvendo o Saara Ocidental ajudou a transformar essa região em um dos pontos mais sensíveis da política internacional?
O texto analisa a hipótese de que um eventual conflito entre Estados Unidos e Irã pode funcionar não como demonstração de força, mas como revelação dos limites estruturais do poder americano. A partir da comparação com a Crise de Suez, discute-se a dissociação entre capacidade militar e capacidade de produzir estabilidade política duradoura. O argumento central sustenta que guerras contemporâneas, em determinados contextos, deixam de ser instrumentos eficazes de organização internacional e passam a expor dificuldades de sustentação econômica, política e geopolítica. Assim, mais do que reafirmar hegemonia, um conflito desse tipo pode indicar transformações mais profundas no sistema internacional.
No início de 2026, a diplomacia do grito ganha um novo capítulo nos trópicos. Enquanto o mundo digere a investida americana sobre a Groenlândia, Washington prepara o terreno para retomar o controle do Canal do Panamá. Entre crises hídricas e a sombra da infraestrutura chinesa, este texto disseca a manobra de Donald Trump para expulsar Pequim e garantir que os EUA voltem a ser os únicos porteiros das Américas.
