A Copa do Mundo sempre foi apresentada como um torneio entre nações. Em 2026, porém, mais de 300 jogadores nasceram em países diferentes daqueles que representam. A partir dos casos de Marrocos e Cabo Verde, este ensaio discute como migração, colonialismo e globalização transformaram as formas de pertencimento e desafiaram as concepções tradicionais de identidade nacional.
O afrofuturismo costuma ser associado a filmes como Pantera Negra ou a obras de ficção científica protagonizadas por pessoas negras. No entanto, seu alcance vai muito além da estética. Ao questionar quem tem o direito de imaginar o futuro, o movimento conecta memória, tecnologia, identidade e política para desafiar narrativas tradicionais sobre progresso e desenvolvimento.
Da estética dos coworkings aos apartamentos do Airbnb, as cidades contemporâneas parecem cada vez mais parecidas entre si. O texto analisa como arquitetura, plataformas digitais e lógica de consumo estão transformando espaços urbanos em ambientes neutros, transitórios e visualmente padronizados.
Entre Rivaldo, Ronaldo, Romário e Neymar, o futebol brasileiro parece repetir os mesmos ciclos emocionais há décadas. Um ensaio sobre memória, ansiedade, salvadores nacionais e a dificuldade do Brasil em esperar seus próprios craques.
A história da criminalização da capoeira revela como a Primeira República associou corpos negros, pobreza e ocupação das ruas à ideia de perigo social no Brasil pós-abolição.
Com a aproximação das eleições de 2026, as pesquisas eleitorais voltam ao centro do debate público brasileiro. Mas até que ponto esses levantamentos apenas medem a opinião pública ou ajudam a construir a própria percepção política da sociedade? O texto explica como funcionam amostras, margens de erro e metodologias dos institutos, além de discutir o impacto das pesquisas sobre comportamento eleitoral, voto útil, mídia e sensação de maioria.
Existe algo profundamente contraditório na forma como a sociedade trata a maternidade. Durante um dia do ano, mães ocupam o centro do discurso público. Comerciais emocionados aparecem na televisão, mensagens…
Tiradentes não foi o principal nome da Inconfidência Mineira. Sua transformação em herói é resultado de um processo histórico ligado à construção da República. Este texto investiga como memória, política e cultura reorganizaram o passado para produzir um símbolo nacional.
Uma leitura de Saltburn que vai além da trama e investiga como desejo, pertencimento e classe se estruturam socialmente, atravessando o que parece mais íntimo.
O texto parte de uma experiência pessoal ao revisitar uma escola da infância, hoje abandonada, para refletir sobre memória, transformação urbana e pertencimento. A partir desse encontro com um espaço que permanece fisicamente, mas perdeu sua função e significado, a análise investiga como lugares deixam de existir não apenas quando mudam, mas quando as relações, os usos e as formas de habitar o mundo se transformam.
