Lula já tinha avisado, em outubro de 2024, que acabaria com as bets se a regulação não desse conta do problema. Quase dois anos depois, foi isso que ele fez: uma medida provisória revoga a Lei das Bets a nove dias da eleição, citando o rombo que o setor abriu no orçamento das famílias e na saúde pública. Entenda o caminho até a proibição: da regulamentação de 2023 ao anúncio de setembro de 2026.
Todo ano, antes de qualquer outro país, é o Brasil quem abre os discursos da Assembleia Geral da ONU — um costume que começou como covardia alheia nos anos 1940 e hoje é um dos poucos privilégios diplomáticos que o país ainda guarda intactos. A origem remonta a Oswaldo Aranha, em 1947, e atravessou onze governos diferentes até o discurso de Lula nesta semana.
Existe uma expectativa quase automática em toda história de superação: resolvido o dinheiro, o resto se resolve sozinho. Mais renda, mais conforto, mais estabilidade, e a vida se acerta por…
A história da privacidade, do Panóptico ao capitalismo de vigilância e por que a LGPD se tornou um dos direitos fundamentais do século XXI.
Encontrei A greve dos mendigos, de Aminata Sow Fall, quase por acaso. O que parecia apenas um romance curto transformou-se em uma reflexão profunda sobre pobreza, cidade, caridade e as relações invisíveis que sustentam a vida social.
Lamine Yamal, Rocafonda e a disputa pelo significado dos lugares Toda vez que Lamine Yamal marca um gol, a mesma cena se repete. O jovem atacante do Barcelona e da…
A Copa do Mundo sempre foi apresentada como um torneio entre nações. Em 2026, porém, mais de 300 jogadores nasceram em países diferentes daqueles que representam. A partir dos casos de Marrocos e Cabo Verde, este ensaio discute como migração, colonialismo e globalização transformaram as formas de pertencimento e desafiaram as concepções tradicionais de identidade nacional.
O afrofuturismo costuma ser associado a filmes como Pantera Negra ou a obras de ficção científica protagonizadas por pessoas negras. No entanto, seu alcance vai muito além da estética. Ao questionar quem tem o direito de imaginar o futuro, o movimento conecta memória, tecnologia, identidade e política para desafiar narrativas tradicionais sobre progresso e desenvolvimento.
Da estética dos coworkings aos apartamentos do Airbnb, as cidades contemporâneas parecem cada vez mais parecidas entre si. O texto analisa como arquitetura, plataformas digitais e lógica de consumo estão transformando espaços urbanos em ambientes neutros, transitórios e visualmente padronizados.
Entre Rivaldo, Ronaldo, Romário e Neymar, o futebol brasileiro parece repetir os mesmos ciclos emocionais há décadas. Um ensaio sobre memória, ansiedade, salvadores nacionais e a dificuldade do Brasil em esperar seus próprios craques.
